Não há uma resposta única. Comprar costuma compensar se vai ficar vários anos e tem a entrada e o financiamento resolvidos; arrendar ganha quando precisa de flexibilidade ou a sua situação pode mudar em breve. A chave é fazer contas com o seu caso, não com as médias.
Quanto tempo vai ficar
Comprar tem custos iniciais que não se recuperam: impostos, notário e registo. Esses custos compensam-se com anos de uso, pelo que quanto mais tempo pensar ficar, mais sentido tem comprar. Se o seu plano é de um ou dois anos, ou o trabalho pode mudá-lo de cidade, o arrendamento dá-lhe uma saída barata e rápida.
O que pode pagar por mês sem se afogar
Compare a prestação do crédito mais o condomínio, o IBI e a manutenção com a renda de algo equivalente na mesma zona. Os bancos estimam em geral que o conjunto das dívidas não deveria superar 30 a 35% dos rendimentos líquidos mensais. Se a compra o obriga a viver no limite, o arrendamento dá-lhe margem para poupar e comprar melhor depois.
A entrada e os custos iniciais
Os bancos raramente financiam a totalidade do preço, pelo que precisa de poupança para a entrada e, à parte, para os custos e impostos da compra. No nosso guia de custos e impostos ao comprar na Extremadura tem o detalhe completo, parcela por parcela.
Na Extremadura a zona manda
Nas capitais e nas suas áreas de influência o arrendamento pode ser escasso e disputado, e comprar compensa muitas vezes. Em muitas aldeias acontece o contrário: comprar é muito acessível, mas revender pode levar tempo. Por isso a decisão toma-se com dados da sua zona concreta, não com médias. O catálogo ligado permite ver o que se anuncia hoje em cada localidade e a que preços reais.